José Linhares Frota Machado
Nome Completo:   José Linhares Frota Machado
Partido:   ARENA
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Filho de José Lucas Machado e Maria Linhares Frota Machado, José Linhares Frota Machado nasceu em Januária/MG, no dia 17 de fevereiro de 1928. Ele veio para Montes Claros, onde cursou o primário no Grupo Escolar Gonçalves Chaves. Fez o ginásio e o secundário no Colégio Diocesano. Formou-se em direito pela Fundação Norte Mineira de Ensino Superior – FUNM e pós-graduou-se na UFMG. Casou-se com Augusta Atayde Machado e, tiveram oito filhos: Aurélio, José Linhares Filho, Ângela, Olívia, Augusto, Paulo, Rogério e Cibele.
José Linhares dedicou-se inicialmente ao comércio. Conforme assevera Guimarães (1997), “ele comprava e revendia embalagens usadas de querosene para os comerciantes de cristal de pedra. Foi caminhoneiro e comercializava pelas estradas que ligavam Minas à Bahia. Depois se estabeleceu no ramo de pneus, rolamento e peças para máquinas pesadas” (GUIMARÃES, 1997, p. 199).
Concorreu a uma vaga na Câmara Municipal, pela primeira vez, nas eleições de 03 de outubro de 1958. Ficou em 1º lugar na suplência do Partido União Progressista Independente – UPI e, por este motivo, atuou na Câmara em alguns momentos, em razão das licenças concedidas aos titulares. José Linhares Frota Machado foi um dos fundadores, em meados de 1961, da UDN em Montes Claros, partido político que o elegeu como vereador mais votado nas eleições de outubro de 1962. Ele foi presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal nos anos 1963 e 1965. Reeleito em 15 de novembro de 1970, foi novamente presidente em 1971.
Alguns dilemas do ofício marcaram a sua passagem pela política: 1) Opção partidária diante do Movimento Revolucionário de 1964 no país e 2) A pressão para cassação do prefeito de Montes Claros em 1972, doutor Pedro Santos.
Com o movimento revolucionário de 1964, optou pela ARENA, mas tinha ligações estreitas com o MDB. Sofreu uma enorme pressão para assinar o documento que propunha a cassação do mandato do Prefeito Pedro Santos, em 1972 e, mesmo assim, se manteve firme em sua posição de não assinar. Teve até que deixar o Rotary Clube, onde a pressão era mais contundente. Na verdade, acabou sendo o “voto de Minerva”, no processo de cassação, e votou contra aqueles que queriam o afastamento do Prefeito Pedro Santos (GUIMARÃES, 1997, p. 200).
José Linhares Frota Machado faleceu, em 20 de março de 2021, em decorrência de uma pneumonia.